Lula afirma que não leva a sério pesquisas de avaliação do governo e se diz contente com sua gestão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quarta-feira (19/2), que não dá muita importância às pesquisas de avaliação do governo, afirmando que usa esses estudos apenas para avaliar a percepção da população e ajustar seu comportamento ou ações, se necessário.

Durante a fala no Palácio do Planalto, ele destacou que está contente com o andamento de seu terceiro mandato.

“Quem me conhece sabe que eu nunca levei definitivamente a sério qualquer pesquisa feita em qualquer momento. Uma pesquisa serve para você estudar, para saber se você tem que mudar de comportamento, para saber se tem que mudar de ação, é isso que eu faço”, afirmou o presidente.

Recentemente, o Datafolha divulgou uma pesquisa que apontou uma queda na aprovação de Lula, com apenas 24% dos entrevistados considerando seu governo como ótimo ou bom, enquanto 41% o classificaram como ruim ou péssimo.

Em comparação com o mês de dezembro, quando 35% aprovavam a gestão, essa queda reflete um cenário de reprovação crescente. No entanto, Lula se mostrou confiante e reafirmou sua disposição em cumprir o mandato até 2026 e entregar um país melhor do que o prometido na campanha eleitoral.

“Eu tenho mandato até 31 de dezembro de 2026 e vou entregar o país que eu prometi durante a campanha eleitoral, e vou entregar esse país e talvez até melhor do que eu prometi”, declarou.

Em relação a especulações sobre mudanças em sua equipe ministerial, Lula afastou a possibilidade de uma reforma no governo, afirmando que está muito satisfeito com a atual composição.

“Estou muito contente com meu governo. Todo mundo cumpriu à risca o que era para fazer”, afirmou, destacando que a decisão sobre mudanças ministeriais é exclusiva do presidente e que ele tomará essas decisões quando achar necessário.

Embora o centrão tenha pressionado por mais espaço no primeiro escalão, o presidente enfatizou que não há planos para ampliar a influência política dessa ala. A pressão do grupo está relacionada à necessidade de aprovar pautas importantes, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Fonte: Voz da Bahia 

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.